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Preços de hortifrúti disparam; cenoura subiu 350%

Valor do vegetal disparou depois que fortes chuvas atingiram as cidades produtoras nesses primeiros meses do ano
Luciana Cury | Seaf-MT

Para aumentar a oferta da cenoura nos mercados, produtores vêm reduzindo o intervalo entre plantio e colheita - Foto por: Luciana Cury/Seaf
Para aumentar a oferta da cenoura nos mercados, produtores vêm reduzindo o intervalo entre plantio e colheita
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Os preços dos produtos de hortifrúti dispararam em 2022. Em um ano, os valores de frutas, legumes e verduras mais que dobraram de valor. A maior alta foi registada no preço da cenoura. Na última semana de março de 2021, a caixa com 21kg do vegetal no mercado atacadista em Cuiabá era vendida a R$ 40. Hoje essa mesma quantidade é comercializada a R$ 180. Um aumento de 350%. As fortes chuvas que atingiram região sudeste, que concentra a grande parte da produção do legume, e o aumento no preço dos combustíveis, impactando nos custos do frete, são as causas apontadas para esse aumento do preço da cenoura.

Segundo pesquisa de preços dos produtos hortifruti comercializados na Central de Abastecimento de Cuiabá, realizada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), outros itens com altas expressivas foram o tomate e a abóbora cabotiá. Em março do ano passado a caixa com 20kg do tomate custava R$ 60. Nesta semana está ao preço de R$ 180. O saco de 20kg de abóbora cabotiá, em 12 meses, subiu de R$ 30 para R$ 90. Ambos subiram 200%. O melão amarelo registrou aumento de 150%. A caixa de 15kg da fruta hoje vale R$ 100, bem mais do que R$ 40, que era vendida ano passado. O quiabo subiu de R$ 30 para R$ 70 a caixa com 12kg, uma alta de 133%. Já o repolho, de R$ 35, é vendido no atacado a R$ 80, a caixa com 25kg, significando um aumento de 128%.

A acelga, a pimenta de cheiro, maxixe e a batata lisa também aparecem na pesquisa de preços com os preços em alta, todos acima de 70% de reajuste.

A explicação para essa onda de aumento, de acordo com a técnica de Desenvolvimento Econômico Social da Seaf, Doraci Maria de Siqueira, se deve principalmente pela alta do valor dos adubos, defensivos agrícolas, combustíveis e chuvas.

“Choveu muito nesse início de ano, prejudicando demais as plantações de diversos produtos da chamada linha hortifrúti. Para ter ideia, os maquinários responsáveis pela colheita não conseguiram entrar nas plantações, porque ficavam atolados na lama", explica Doraci Siqueira.

Mandioca

Na contramão do aumento dos preços aparece a mandioca. A raiz tradicionalmente cultivada na agricultura familiar está 33% mais barata, em comparação com 2021. De R$ 120 a saca com 55kg de mandioca reduziu para R$ 70. “Muitos agricultores, influenciados pela alta do preço no ano passado, que subiu em cinco meses 258%, plantaram bastante a raiz. E todo produto em excesso no mercado, acaba puxando o preço para baixo. Por isso, a mandioca, diferente do ano passado, está mais barato”, acrescenta a técnica da Seaf.